Fomos direto ao centro histórico, para rever a praça Bolivar e conhecer outros pontos ainda não visitados. A chuva não deu trégua e entramos num Museu, instalado numa das primeiras casas construídas em Bogotá, para conhecermos um pouco da história de Antônio Nariño, um herói nacional, que foi preso e exilado por lutar pela libertação da Colômbia sob o domínio espanhol naquela época.
A chuva cessou e fomos até a catedral na praça, para obter um melhor ângulo para uma foto. Fui premiada por uma revoada de pombos, que também contribuíram para sujar mais um pouco meu agasalho, que já pedia para que eu o deixasse sossegado para uma boa lavada! Dizem que é sorte, então, vamos registrar em alto e bom som: merda!
Voltamos ao Museu Botero, que fica numa rua perpendicular à praça. Foi ótimo rever as obras e aproveitar que estava quase vazio para filmarmos. É sempre uma emoção ver as pinturas e esculturas de grandes gênios da arte!
Caminhamos por várias ruas do centro histórico. Aquela região é repleta de escolas e universidades. Numa pracinha, encontramos um grupo de teatro, que dançava um ritmo que lembrou-nos um pouco a dança do cacuriá, do Maranhão, inclusive ao final, pessoas são convidadas para dançarem com os bailarinos. Paramos para um almoço num restaurante mexicano. Esse último dia em Bogotá foi maravilhoso pois fomos agraciados por essas manifestações culturais, numa forma divertida de divulgar a arte.
Fomos surpreendidos por uma passeata na 7ª avenida. Centenas de jovens e crianças, desfilavam, vestidos com fantasias, pernas de pau, e tocando alguns instrumentos de percursão. Manifestavam de uma forma alegre e contagiante em prol da alegria e da fraternidade.
É interessante o trabalho das escolas em conscientizar os jovens sobre os valores da pátria, da escola, da educação e em valorizar sua cultura. Acredito que falta isso ao Brasil, essa demonstração de que todos fazem parte da nação, que as mudanças são realizadas por nós, e que o país precisa do comprometimento de todos para melhorar suas deficiências. É admirável o trabalho que é realizado pelas escolas na Colômbia!
Hora de ir para o aeroporto! Caminhamos rapidamente até o hotel e pegamos nossas malas. Conseguimos antecipar nosso vôo! Pagamos uma penalidade pela alteração de data no valor de US$ 50,00 para os dois. Melhor que gastar mais US$ 200,00 por mais um dia. Encontramos Roberto e Edna que também embarcam nesse vôo. Eles chegaram da Costa Rica e anteriomente foram ao Panamá. Tomamos um café para nos atualizarmos sobre as viagens e aguardar nosso vôo às 21 horas.
Chegamos em Manaus à meia noite e às 7 horas da manhã em São Paulo - Guarulhos ( + 3 horas de fuso horário - horário de verão). Sábado não tem vôo de manhã para Brasília, informação não fornecida anteriormente. Só embarcamos às 17 hs, em Congonhas. Ainda zonzos, pegamos um táxi para almoçar no shopping Iguatemi, que fica à 15 minutos do aeroporto. O taxista quis ficar "por engano" com nossa nota de 100 reais e ainda enrolou-nos no preço da corrida. Viajamos 25 dias sem nos preocuparmos com isso. Tanto na Colômbia quanto nos Equador, nos devolvem até os centavos. Dá um desânimo danado sermos garfados no primeiro táxi em São Paulo.Chegamos em Brasília e vamos matar a saudade dos filhos! É sempre agradável voltar para casa, para o nosso canto. Agora é o momento de processar melhor cada instante da viagem, com a cabeça cheia de idéias e muita história prá contar!
Até a próxima viagem!


















































