sábado, 1 de dezembro de 2007

Passeio por Quito



















Fomos ao Mercado de Artesanato "El Mariscal", a duas quadras do Hotel Windsor. Além de peças similares às da feira de Otavalo, tem uma variedade em cerâmicas belíssimas em preto e branco, jóias em prata e pedras, pinturas primitivas, tapeçarias e camisetas com desenhos rupestres. Os famosos chapéus Panamá são fabricados no Equador. Os preços também são muito bons, principalmente se comparados com os das lojas que ficam nas proximidades!

Caminhamos pelas ruas do centro histórico. Em cada esquina, em cada casa um detalhe a ser registrado. A arquitetura colonial é belíssima e a maioria das casas foram restauradas. Fizemos uma visita guiada a um casarão espanhol, que possui todo o mobiliário de época, louças e peças do toucadouro. Na parede pinturas em afresco. Mesmo sendo uma casa muito sofisticada, o forro utilizado no primeiro andar foi feito em bambu naquela época. Quito é uma referência em termos de preservação, além do carinho e o respeito que eles têm pela sua história.

Entramos na Igreja "La Compañia de Jesus" . É de tirar o fôlego! Do lado de fora tem colunas barrocas salomônicas, em mármore, que lembram as colunas retorcidas dentro da basílica de São Pedro no Vaticano. Dentro, a igreja é toda em ouro! Poucas vezes senti um impacto tão grande diante de uma obra, não esperava que tivesse um interior tão rico e deslumbrante! Imperdível!

Caminhamos em direção à praça da independência, passando pela Rua Chile e Rua Venezuela. Nessa região, são dezenas de igrejas, monastérios, museus, centros culturais e monumentos de interesse turístico. Há muitas manifestações culturais pelas ruas e praças. Para quem curte arquitetura, história e arte, uma semana é pouco para se ficar em Quito! Pena que o tempo que reservamos para lá foi pouco e tivemos que priorizar o que ver.Paramos num centro comercial, também uma construção colonial com uma praça interna onde os bares, restaurantes e cafés Almoçamos num lugar agradável, ao ar livre. Uma pausa para os pés e organizarmos nosso roteiro. O Centro de informação turística fica na praça. É também uma livraria, vende artesanato bem elaborado e tem acesso à internet.

Decidimos aproveitar a oportunidade para baixar as fotos da câmera, pois já estava com a memória quase cheia. Não percebemos que o senhor que nos atendeu baixou apenas as fotos que foram tiradas automaticamente e as fotos mais elaboradas, utilizando-se a memória raw, não foram lidas pelo sistema. Como conferi as fotos levando em consideração as primeiras e as últimas registradas, limpamos a memória da câmera e perdemos mais de 150 fotos! As melhores fotos de Otavalo e do nosso passeio pelo centro histórico ficaram só nas nossas memórias! Chega a doer no peito! Como o que não tem remédio, remediado está, nos restou digerir o fato e ficamos mais alertas com relação a esse processo, para que não ocorra novamente em outras viagens.



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