Sábado, dia de feira em Otavalo! Acordamos cedo e o Sr. Oswaldo Garcia, motorista de taxi, já nos aguardava para o passeio. Saímos às 9 hs da manhã. Otavalo fica a 60 km de Quito pela Carretera Panamericana, na direção norte. Rodeada por vulcões inativos mantém um ritmo de cidade de interior, com seus 50 mil habitantes, a maioria é indígena. Vivem do artesanato e do comércio. A feira tornou-se famosa no roteiro turístico e hoje é a mais conhecida do Equador.
Demos uma parada rápida na laguna San Pablo, que fica num povoado do mesmo nome, próximo à Otavalo. Linda paisagem! Ao longe os vulcões.
A cidade é bem organizada, limpa e com uma a praça arborizada e florida. Oswaldo nos deixou numa rua próxima à feira e combinamos que não tínhamos hora certa de voltar, até porque era muita coisa para ser vista e estávamos animados para fotografar e filmar.
Descemos em direção à feira e descobrimos que ocupa várias ruas e uma praça. São centenas de barracas com grande variedades de trabalhos artesanais: ponchos, tapetes, mantas, tapeçarias que representam cenas da vida no campo, artigos de couro, bijuterias em sementes, flautas pan, chapéus Panamá , esculturas em madeira, pinturas à óleo e uma variedade em roupas. Tem uma praça que vende cereais, verduras, frutas e comida pronta. Eles comem muita carne de porco, que é assado inteiro e fatiado. Comemos banana assada! Muito boa!
Um aspecto admirável e único dos povos indígenas de Otavalo é que eles tem uma economia próspera mas continuam mantendo sua tradição étnica. As mulheres vestem blusas brancas de mangas com babados e bordadas em florais. Colares de missangas douradas de várias voltas envolvem o o pescoço das mulheres de qualquer faixa etária, desde as crianças. Saias rodadas compridas, cabelos negros trançados e um tecido enrolado na cabeça. Carregam suas crianças e bagagens nas costas amarradas num tecido. Algumas substituem o lenço por chapéu panamá com uma pena de pavão enfeitando a lateral. O que chama a atenção é a baixa estatura. Acredito que os mais altos devem atingir 1,50m.
Zico não resistiu e comprou um chapéu Panamá, comprei uma flauta e um presépio esculpido em madeira. Encontrei esculturas entalhadas em jarina, o marfim vegetal, que lá se chama tanguá. É preciso resistir bravamente pois os preços são muito baratos e todas as peças podem ser pechinchadas. A feira de Otavalo é o lugar para se comprar lembranças e presentes. Mas não se pode esquecer de que quem compra carrega, e o excesso de peso nas bagagens custa caro! Pena que não trouxe uma máscara, são lindas!
Foram centenas de fotos! A riqueza nas cores, o artesanato, as crianças, os idosos, todos tem traços expressivos e vestem roupas que contrastam com seus semblantes. Nem sempre gostam de ser fotografados. Ou se escondem ou cobram por isso. Que pena que não levamos uma lente que pudesse capturar melhor algumas cenas!
Almoçamos no restaurante Delli. Simples mas muito charmoso. Fica no final da rua onde a feira encerrava. Apesar do nome indiano, optamos por comida mexicana com suco de frutas nativas. Uma ótima parada para organizar as compras e refrescar um pouco depois de horas caminhando.
Retornamos para o ponto onde iniciamos o passeio e encontramos Oswaldo calmamente recostado no carro, à nossa espera. Chegamos no hotel às 5 da tarde, realizados com o nosso passeio.À noite fomos jantar na famosa Plazza Fosh. Que lugar interessante! É uma rua extensa que termina numa praça, com bares, restaurantes, cafés, cybercafés, e gente, muita gente circulando, principalmente garotada. É o point de Quito! Fica a quatro quadras do hotel que nos hospedamos. Fomos à pé mas voltamos de táxi. Nos recomendaram que não voltássemos sozinhos, para não ter risco de assalto. Nos sentimos seguros mas como nos avisaram, melhor não abusar, além disso o táxi custa muito barato, no máximo US$ 2,00.


































