quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Passeio a Johnny Cay

Acordamos bem cedo para tomar o café da manhã na lanchonete do outro Hotel Porto Belo, a um quarteirão de onde estávamos. As garçonetes são simpáticas e lentas, apesar do aparente agito. No mínimo gastamos uma hora para o ritual entre escolher qual tipo de desjejum, trazido às prestações, até conseguirmos sair dali. Naquela manhã estávamos apressados porque ficou combinado com o Agostinho que ele nos levaria até o porto para pegarmos uma lancha às 9 horas rumo a ilha Johnny Cay e que seria uma lancha para nós quatro, para podermos fotografar com calma e usufruirmos do visual.

Passando um pouco das 8 horas, Agostinho iniciou a ronda pelo calçadão e ficou de plantão, com receio de perder sua propina (nome da comissão pelos serviços prestados). O preço do passeio foi de $15.000,00 pesos por pessoa, aproximadamente R$ 15 reais. Pedimos o café mais simples e saímos rapidamente atrás do Agostinho, em fila indiana, sem saber exatamente o caminho. Caminhamos à bessa e atravessamos para o outro lado da ilha no local de embarque. Dezenas de turistas aguardavam bem comportados a sua vez de embarcarem, sentados em bancos improvisados de tábua. Vendedores ambulantes ofereciam bijus e sapatilhas de neoprene por $ 10.000 pesos para andar sobre os corais. Foi lá que conhecemos um casal de cariocas que nos fez companhia.

Daqui a pouco um nativo começou o check list, gritando o nome das pessoas. Foi quando percebi que ele olhava para um recibo e abanava a cabeça em desaprovação... Claro que era o comprovante do Agostinho, que não colocou nossos nomes! Nos apresentamos e fomos encaminhados para a área de embarque. Foi ali que descobrimos que a nossa lancha particular também iria levar mais 21 passageiros, isto é, 5 pessoas sentadas em cada banco. Como todo turista passa por essas e como não tínhamos escolha, ou era daquele jeito ou não íamos, então: Vamos nessa e que Deus nos proteja! Ainda bem que tinha colete salva vidas prá todo mundo!

Mal saímos começou a cair uma chuva forte! Todos de cabeça baixa, olhos fechados e ensopados naquela lata de sardinha! Em poucos minutos a chuva passou, o sol apareceu e veio a grata surpresa! A cor do mar é fascinante mesmo em lugares profundos é de uma transparência indescritível! Próximo às ilhas conseguimos visualizar corais e o branco da areia no fundo!

Paramos num aquário natural, situado numa ilhota com uma praia de um lado, onde só cabe um bar para apoio e aluguel de máscaras e sapatilhas. Do outro lado o mar é raso e os corais formam piscinas. Com a água morna pela cintura, dá prá caminhar e olhar os peixes, sem os equipamentos. Várias lanchas chegaram ao mesmo tempo e são dezenas de pessoas disputando espaço. Com a saída de vários grupos percebemos que algumas espécies de peixe não aturam o tumulto e só retornam quando o ambiente fica calmo. Curtimos muito a flutuação, mas dá pena a exploração excessiva do local.

Saímos dali direto para Johnny Cay. A ilha é uma reserva natural, linda, de areias brancas, mar transparente, muitos coqueiros e parte da vegetação nativa. Em poucos minutos nós a contornamos a pé. Na praia, muitas tendas são armadas, ambulantes vendem bugigangas e os vários quiosques oferecem almoço e bebidas. É uma pena pois esse tipo de turismo destrói a beleza e os recursos naturais. Na caminhada, encontramos um sofá abandonado, em contraste com um caramujo andando pela praia, lindo e ignorando os invasores... Ao final da tarde, quando todos regressam e a ilha fica vazia, sem a poluição visual, imaginamos que se transforma num paraíso. É como a enxergamos em frente ao hotel.

Nenhum comentário: