sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Despedida de Cartagena

Dia livre para circularmos pela cidade amuralhada e visitar alguns pontos ainda não vistos. Cartagena é sempre quente, com uma temperatura superior a 30 graus. Apesar de dizerem que tem um período de inverno, isto é, quando aumenta o volume de chuvas, sempre é verão. Na semana que ficamos lá algumas chuvas caíram em pancadas rápidas e logo o sol e o calor retornaram com força total!

Visitamos o castelo de San Felipe de Barajas, com 15 mil metros quadrados e uma bateria de 63 canhões. Foi inicialmente edificado por holandeses, mas é uma obra de engenharia militar, creditada aos espanhóis. Paramos em um boteco em frente ao castelo, para apreciarmos a vista e tomarmos uma cerveja Águila.

Fomos visitar o Sofitel Santa Clara, hotel gerido pelo grupo hoteleiro francês Accor. É uma bela construção que um dia foi o convento das irmãs clarissas. Restaurado por cinco anos, de 1990 a 1995, ano em que toda a cidade foi recuperada. Até 1975 o convento de Santa Clara pertencia ao governo e foi usado em parte como hospital.

Pelas calles circulam as "palenqueras", negras cheias de viço que equilibram na cabeça uma cesta de frutas tropicais ou um tabuleiro de cocadas. Com saias rodadas colares e brincos coloridos, lembram nossas baianas. Caminham sempre com um sorriso, a espera de um turista para fotografá-las em troca de algum dólar ou uma venda dos seus produtos. Vendedores de frutas oferecem mangas e melancias já cortadas ou colocadas em saquinhos plásticos.

















Próxima à saída da cidade amuralhada uma multidão circula entre os camelôs nas calçadas. Na rua, uma frota de microônibus coloridos - las busetas - disputam espaço com os carros e táxis. O meio de transporte é feito por pequenos ônibus que cada motorista decora a seu gosto. Os mais tradicionais utilizam almofadas, franjas nas janelas, relicários e imagens da Virgem da Candelária no teto, e no pára-sol exibem desenhos variados por dentro e por fora da lataria. Quase todos sintonizam em rádios populares que tocam ritmos como o vallenato e o regueton, mescla de rumba e reggae.
Ao final do dia, não poderíamos deixar de ir ao “Crepes & Waffles”, um restaurante, bar e cafeteria do qual nos tornamos fregueses pelo crepe delicioso, sucos, sorvetes de frutas variadas e pelo serviço eficiente. No primeiro dia almoçamos no restaurante "La Vitrola", muito bom, mas o crepe nos ganhou, é aquela questão de empatia com o lugar! Não podemos esquecer de citar o café colombiano, que merece a fama que tem. Todo dia era sagrado um capuccino ou um cafezinho lá intitulado de "tinto", para encerrarmos o dia.

Hora de fazer as malas e nos preparar para o vôo de manhã à San Andrés, a ilha das sete cores!
Cartagena ficará para sempre em nossa memórias! A viagem já valeu à pena!

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