quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Bob Marley em San Andrés

Dia de ir à praia em frente ao Hotel. Céu azul, muito calor. Hora de iniciamos nossa árdua tarefa de tomar cerveja Águila, trazida pelo Agostinho. Poucos turistas nas barracas e na praia. São os nativos que dão o tom e fazem o agito, seja tomando sol, mergulhando ou puxando turistas com máscaras de mergulho em cima de pranchas de surf. Que cena bizarra!

Mas divertido mesmo é ver o Mango, um negro comprido e alto, com cabelos rastafari, alguns dentes e um saco cheio de instrumentos por ele fabricados. Não sabemos ainda onde fica o divisor entre a loucura e o oportunismo, mas ele é parte daquele cenário, pois já tínhamos visto suas apresentações de Reegae, como era sua aproximação do turista desatento e só não sabíamos que nós seríamos as próximas vítimas e participaríamos do mico!

Ele chega manso, como quem nada quer. Conversa vai, conversa vem, ele se auto-intitula artista e músico e começa a retirar do saco uma garrafa pet, cheia de grãos, uma espécie de cajado e uma madeira menor, uma tampa com uma colher, e vai repassando como quem nada quer. Se você pegou algum daqueles objetos, não tem como cair fora!

E foi assim que ao meio dia de sol quente, acompanhamos o Mango, cantando pela metade alguns Reegaes do Bob Marley, cheio de empolgação. E eu me lembrando da cara dos turistas do dia anterior, com cara de desolados, tipo o que estou fazendo aqui? Não tivemos dúvida, entramos no clima e fizemos um belo acompanhamento. Mico tem que ser completo!

Terminado o pequeno show, o vexame, ele quería cobrar-nos US$ 10,00! Foi aí que Zico e Roberto protestaram e ofereceram $6.000,00. Disse que não aceitaria. Edna teve que se retirar e levou a bolsa, resumindo o Mango só levou $5.000,00 aproximadamente
US$ 2,50!

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