
Saímos em busca de máscaras para comprar. Nossos próximos passeios incluem mergulho com Snorkel e seria imperdoável sair da ilha sem passar por aquela experiência. Já equipados, contratamos um táxi para dar a volta na ilha, que é contornada por uma estrada à beira mar. O taxista chegou com um carro zero Km, cheirando a novo. Iniciamos o trajeto, deixando o lado das praias e começamos a contornar a orla. O mar já tinha pequenas ondas que quebravam nos corais. Mesmo com aquela calmaria, ele nos contou que ali também ocorrem ressacas e a água invade a pista. Antigo morador da ilha, foi narrando histórias e nos mostrou um belíssimo hotel desativado. Ficamos sabendo que era mais uma propriedade que o governo havia confiscado dos traficantes de drogas.

Ofereceu-nos para conhecer uma lagoa de água doce com crocodilos. Numa região com árvores frondosas, nos levou para o grande mico da ilha. Era um pequeno sítio, com mangueiras antigas e algumas goiabeiras, uma lagoa bem pequena, com uma garça e um pequeno crocodilo só com olhos de fora dágua e quatro adultos acompanhando aquele mulato magro, desengonçado e falante, cheio de histórias para enrolar turista! Já que era o dia do mico, resolvemos registrar nossa visita com lindas toucas estilo Rastafári por ele oferecidas. Nos sentimos o próprio Bob Marley! Não ficaram umas graças? Mas isso é uma história prá depois...

Saímos esperando qual seria a próxima surpresa que o taxista ia proporcionar-nos. A poucos minutos dali estava o aquário natural. Numa falésia de corais, onde se desce por uma escada usada em piscinas, centenas de peixe nadam em volta dos mergulhadores. É de tirar o fôlego olhar para a cor do mar e ver tantos peixes grandes, mansos e curiosos.

Depois de um bom tempo ali, descobrimos que já era tarde e saímos em busca de um almoço. Com as roupas salgadas e molhadas, ficamos preocupados em sujar o carro. Foi aí que o taxista nos falou calmamente que não tinha importância. O carro dele tinha apenas 3 dias de uso e parecia até que era estofamento descartável. Quase...Com a isenção de impostos aquele carro que mais lembrava um Corolla custou-lhe 6 mil dólares! Foi aí que entendemos como um lugar tão pequeno tinha tantos carrões, só visto com jogadores e atores americanos como Myke Jordan e Arnold Schwarzenegger. Um detalhe: os carros não podem sair da ilha!

Chegamos na praia de San Luis, no restaurante "El Paraíso". Cervejas geladas, Zico e Roberto pediram um Rum para acompanhá-las. Para tira gosto, camarão com patacones! Já estávamos viciados em comer os tais Patacones. Todos os pratos colombianos, raras excessões, são servidos com essa iguaria. Nada mais é do que banana, que mais parece a banana de três quinas ou da terra, cozidas e fritas em rodelas amassadas como uma bolacha. O arroz que acompanha o peixe é feito no estilo chinês, só cozido na água. Há a opção do arroz de coco, que é feito com coco queimado e açúcar. Fica moreno e levemente adocicado. Um sabor exótico para acompanhar comidas salgadas. Salgada foi a conta, que ficou em $140 mil pesos, aproximadamente 140 reais. Mas pensando bem, pela vista, cervejas com rum, entrada de camarão, o tamanho do pargo que comemos, foi barato!

O taxista voltou para nos buscar às 17 horas, conforme combinado. Na cidade, saímos às compras. O comércio fechas às 20 horas e queríamos comprar os presentes e lembranças, aproveitando os preços sem impostos. Compramos uma filmadora profissional da Panasonic por U$ 850,00, o nosso presente, para registrar a continuação da viagem em filmes. Encontrei um jogo que há muito queria comprar, o
Rummy. As pedras são idênticas ao dominó e o jogo tem alguma semelhança com o mexe-mexe. É divertido e tem uma boa dinâmica.

Encerramos a noite tomando um whisky com gelo fornecido pela Edna, que com sua criatividade usou a saboneteira como forminha. Interrompemos nosso jogo de Rummy porque ocorreu um pique de luz e ficamos sem energia. Foi um bom motivo para apreciarmos da varanda a noite de lua cheia que clareava a praia e a Johnny Cay, nosso programa para passear no dia seguinte.
4 comentários:
Zoé,
Sou mais uma fã desse blog.
"Daqui" a viagem está ótima!!!
Já estou no aguardo dos próximos comentários.
Beijos, Amanda
Oi Amanda!
Que bom que está embarcando com a gente nessa aventura!
É mais um incentivo para continuarmos a refazer nossa viagem neste blog!
beijos
Olá, Zoe!
Estou adorando seu relato de viagem e aproveito para perguntar quantos dias vc acha suficientes para conhecer Cartagena e San Andrés. Tenho só uma semana de férias e pretendemos ir em 4 casais na Semana Santa. Será que dá tempo; qual o tempo de voo de Cartagena a San Andrés?
Abraços,
Avany
Oi Avany,
Se vc for via Bogotá, reserve dois dias para lá, pois vcs vão se surpreender com a cidade antiga e com a Fundação Botero! Imperdível!
Cartagena merece 2,5 dias e San Andrés 2,5 dias... É pouco tempo para os três lugares,mas se é o que dispõem... Me parece que são quase duas horas de vôo, o processo burocrático de embarque é que toma tempo! Tem tudo bem detalhado no blog.Divirta-se! Boa viagem!
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