Estamos viajando há 16 dias e parece que faz mais de um mês que saímos de casa. Quanta coisa já vimos e a mente não pára de processar tantas informações novas e de estabelecer correlações! Lembro-me de uma crônica que li recentemente, que dá dicas de como tornar os dias mais longos quebrando-se a rotina, a repetição dos hábitos como o de seguirmos sempre os mesmo caminhos, que resultam em dias enfadonhos, a vida passando rápido e a sensação de nada a acrescentar. Ele tem razão. O fato de estarmos em lugares diferentes, que estimulam os sentidos e a criatividade, faz com que o dia pareça ter 48 horas! Que bênção!
Fomos procurar o hotel que fiz a reserva e nos transferimos para outro, muito melhor em todos os sentidos. O Hotel Windsor fica na Av. Amazonas com Rocca, em frente ao Hotel Mercure. A diária renegociada ficou em US$ 47,00. O local é excelente. Fica no bairro "La Mariscal" que é moderno, com prédios que abrigam o centro financeiro, excelentes bares e restaurantes, e o mercado de artesanato. Nosso quarto é amplo e tem uma sala de banho espetacular! Mesmo um pouco mais caro que o outro, resolvemos nos presentear, para compensar a noite anterior.
A cidade de Quito encontra-se em um vale contornado por montanhas e está a
Em Quito não ficaram restos da civilização inca porque a cidade foi fundada sobre as ruínas de uma importante cidade inca, destruída pelos homens de Atahualpa. O centro, que é a parte antiga, destaca-se por suas casas restauradas em cores alegres e telhados vermelhos. Muitas igrejas em estilo colonial, barroco e gótico. Ao norte fica a cidade moderna de Quito, onde encontra-se o aeroporto e áreas residenciais de alto nível, enquanto que ao sul a zona é a parte mais pobre da cidade. Ao contrário de Bogotá, o caminho do aeroporto à cidade é cheio de pequenas casas de tijolos de concreto aparente e vergalhões na laje, dando a impressão de estarem a espera para fazer um puxadinho.
O táxi é baratíssimo. Você roda 10, 15 minutos e paga no máximo US$ 3,00. E todos usam taxímetro e devolvem o troco, na íntegra. São gentis e sempre querem saber de onde somos. É interessante que não reconhecem nosso sotaque e quando nos identificamos logo começam a falar de futebol e citar os jogadores da seleção. Percebemos, nos contatos que tivemos com colombianos e equatorianos, que pouco ou nada sabem à respeito do Brasil. Somos um país desconhecido para nossos hermanos. Acredito que a maioria dos brasileiros conhece um pouco sobre a Argentina, Chile e Peru, até pela facilidade em viajar pelas nossas companhias aéreas e conseqüentemente mais divulgados pelas empresas de turismo. Nós também conhecemos pouco à respeito dos demais países da América Latina.
Pegamos um táxi e fomos para o centro histórico. Ruas estreitas e muitas ladeiras. As igrejas são belíssimas. Decidimos dar uma volta à pé pelas ruas para um reconhecimento da área, para depois nos atermos nos lugares mais importante a serem visitados. Aproveitamos para almoçar um menu pronto, pois a fome apertou e nos lembramos que no dia anterior passamos a sanduiche e aqueles lanchinhos com gosto de nada servidos nos aviões.

O céu que estava nublado limpou. Decidimos ir visitar o Complexo Teleférico de Quito. A estação de saída está a 2950 m de altitude e fica na Av. Occidental com a Av. La Gascaz, num parque temático. O ponto de chegada fica a 4050 metros. A subida leva de 8 a 10 minutos, pois é muito vertical e a sensação de estar sempre subindo sem visualizar a chegada é no mínimo excitante prá quem não gosta de montanhas russas e de grandes emoções em parques de diversão. São mais de 1000 metros em 10 minutos, dentro de uma cabine transparente nas laterais. Para quem saiu do nível do mar no dia anterior, a sensação de ar rarefeito não nos deixa relaxados.
Chegamos à Estação Cruz Lomas, onde há um espaço com cafés, bares e restaurantes. As lojas são voltadas para a cidade onde se pode olhar por um telescópio. Demos uma descansada para reduzir os batimentos cardíacos e tomamos um chá de coca, recomendado para melhorar a respiração. Subindo mais algumas escadas, chega-se ao topo da montanha, onde a vista panorâmica ainda é mais especial! Quito é fantástica vista do alto. É uma vista aérea mesmo!A neblina se formava rapidamente cobrindo a montanha e a vista, num ciclo contínuo. Em poucos minutos se dissipa. O frio aumenta por causa do vento mas nada que chegue a incomodar. Adoramos o passeio-aventura. É imperdível, mas acho prudente que não seja feito no primeiro dia da chegada, até o organismo se adaptar melhor a altitude.
Paramos para um Happy hour num bar localizado na área externa do Shopping "Espiral", a duas quadras do hotel. Um conjunto se preparava para tocar rumba. Tomamos um drink delicioso de café, depois um chá, uma cerveja, até que iniciaram o show com um ritmo contagiante! Curtimos por um bom tempo aquele ambiente aquecido pela música mas o frio começou a apertar e voltamos para o hotel.

3 comentários:
Ai queridos Zico e Zoé.
Que linda viagem. Lugares lindos, mar azul que parece que doi a vista...
Sinto pelos relatos que voces curtiram muito essa viagem.
Quero ver mais fotos quando nos encontrarmos no Rio.
Beijo grande
Nitinha
Thank you for your great posting. I will be in Quito for the first time in a couple of weeks, and I think I'll stay at the Windsor too.
Oi Diego! É gratificante saber que o blog está sendo útil com as dicas!
Boa viagem e aproveitem bastante!
abraços
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